A delegada da Polícia Civil do Pará Maria Virgínia Grimwood Pinto foi presa nesta quinta-feira (15), em um hotel do Setor Hoteleiro Norte, em Brasília. Ela é suspeita de ter recebido R$ 50 mil para repassar informações sigilosas e oferecer proteção institucional a integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC). A prisão ocorreu durante a Operação Sinalagma.
De acordo com a investigação, a delegada teria usado o cargo para favorecer a facção, com possível acesso a sistemas restritos da segurança pública. Ela é investigada por corrupção ativa e passiva, violação de sigilo funcional e colaboração com organização criminosa. Buscas foram feitas na residência dela e no gabinete que ocupava na sede da Delegacia-Geral da Polícia Civil do Pará.
As apurações indicam que Maria Virgínia manteria um relacionamento amoroso com Renato Henrique do Carmo, conhecido como Gordão, apontado como uma das lideranças do PCC na região de Muro Alto, em Ipojuca, Pernambuco. Conversas extraídas do celular dele, com autorização da Justiça, teriam revelado a relação. Ele também foi preso na operação.
Além da delegada, a ação cumpriu mandados de prisão e de busca e apreensão em Recife, Belém, São Paulo e Brasília. Segundo os investigadores, o grupo teria movimentado cerca de R$ 15 milhões. As suspeitas seguem em apuração, e a defesa da delegada ainda não foi localizada para se manifestar.
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