Manaus/AM - O delegado Ricardo Cunha revelou detalhes sobre a investigação e prisão de Gerson Carvalho Gomes, apontado como autor do homicídio de Amarildo Filho, ocorrido no dia 3 de maio, no bairro Morro da Liberdade, em Manaus.
Segundo as investigações, o crime aconteceu durante um conflito entre torcidas organizadas de um mesmo clube de futebol. Gerson teria efetuado diversos disparos contra pessoas que estavam no local. Amarildo foi atingido no abdômen, socorrido, mas não resistiu. Outras duas pessoas também foram baleadas, mas sobreviveram.
"A vítima fazia parte de uma torcida organizada, mas até o momento não há indícios de que estivesse envolvida na confusão. Testemunhas confirmaram que não estavam causando desordem e que Gerson disparou diretamente contra as pessoas, sem se importar quem atingiria. Infelizmente, ele saiu de casa armado e com a intenção de cometer o crime".

O delegado destacou a gravidade do caso: “Ele saiu de casa para cometer o crime e não disparou para o alto, mas sim diretamente contra pessoas”, afirmou a autoridade policial.
Logo após os fatos, equipes da DHS coletaram imagens de câmeras de segurança e ouviram testemunhas, o que permitiu identificar o suspeito. “Pela robustez das provas, solicitamos a prisão preventiva, que foi decretada no plantão criminal. No dia seguinte demos cumprimento ao mandado”, explicou.
O acusado já havia comparecido à delegacia anteriormente, quando confessou a autoria e entregou a arma usada no crime. "Em sua defesa, alegou que agiu para proteger o filho, que estaria apanhando de torcedores rivais. No entanto, essa versão foi descartada. Testemunhas são unânimes em afirmar que nem o filho do suspeito, nem Amarildo estavam envolvidos na confusão. Amarildo apenas assistia e foi alvejado de forma covarde e cruel, sem chance de defesa”, reforçou Ricardo.
A arma utilizada tinha registro, herdada do pai de Gerson, mas isso não justifica o porte em via pública. “Foi a arma usada no crime e ele responderá por homicídio e tentativa de homicídio”, concluiu.
Ricardo também fez um alerta sobre o papel das torcidas organizadas: “Aproveito para informar à população que as forças de segurança estão vigilantes em relação às torcidas organizadas. Não são as torcidas como um todo culpadas, mas sim alguns integrantes que cometem crimes e perturbam a ordem. Sabemos que há pessoas de boa índole, mas também uma parcela de baderneiros que saem para incomodar e agredir. O futebol não foi feito para isso, mas para trazer alegria. Todas essas condutas serão apuradas e os envolvidos responsabilizados", avisou.



