O Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES) ofereceu denúncia criminal contra os cirurgiões-dentistas Mariana Barros Laranja Roeder e seu sobrinho e sócio, Nathan Laranja Roeder Holz. Eles são acusados de causar lesões corporais de natureza grave e gravíssima em três pacientes durante procedimentos estéticos de "mini lifting facial" realizados no Instituto Laranja, em Vila Velha, na Grande Vitória (ES).
A Promotoria pediu ainda à Justiça a suspensão imediata das atividades profissionais de natureza estética ou cirúrgica dos dois dentistas, além da proibição de deixarem o país e o recolhimento dos passaportes em 48 horas. Segundo o promotor responsável pelo caso, as medidas seriam necessárias diante do risco de fuga, já que Mariana realizaria viagens frequentes ao exterior e haveria indícios de que a dupla teria iniciado o encerramento das atividades da clínica. O Ministério Público também requereu indenização mínima de R$ 500 mil às vítimas. Até o momento, a Justiça não analisou os pedidos.
De acordo com a denúncia, a investigação inicial havia apontado lesão corporal culposa, mas o MP entendeu haver dolo eventual, já que os profissionais teriam conhecimento do risco de complicações graves e mesmo assim decidido prosseguir com os procedimentos. Entre os pontos citados estão a ausência de equipe médica e de exames pré-operatórios, falhas nos protocolos de higiene e o funcionamento da clínica com alvará sanitário vencido. O órgão também argumenta que a legislação da Odontologia à época não autorizava cirurgiões-dentistas especialistas em Harmonização Orofacial a realizar cirurgias estéticas invasivas na face, como lifting.
Procurada, a defesa dos investigados afirmou que a denúncia é uma acusação prévia, ainda não recebida pela Justiça, e não representa condenação. Segundo os advogados, em caso de determinação judicial, as medidas solicitadas pelo Ministério Público serão integralmente cumpridas.




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