Manaus/AM - Amigos e familiares de Carlos André de Almeida Cardoso, 19 anos, realizam nesta quarta-feira (22) uma manifestação pacífica em frente ao Fórum Henoch Reis, no bairro São Francisco, para exigir justiça e pedir a manutenção da prisão preventiva dos policiais militares acusados de envolvimento em sua morte.
Segundo o advogado, Alexandre Torres Jr., o ato acontece após a apresentação de novas provas de coação de testemunhas, consideradas fundamentais para o andamento das investigações. Nessa terça-feira (21), o advogado esteve na Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) para formalizar denúncias de perseguição e tortura contra testemunhas e amigos da vítima.
Conforme os relatos, policiais militares têm usado spray de pimenta e cometido uma série de agressões no bairro Alvorada para impedir que vizinhos entreguem imagens de câmeras de segurança à Polícia Civil e para intimidar depoentes.
Durante audiência de custódia, a defesa de um dos sargentos acusados argumentou pela soltura com base em questões familiares, alegando que ele tem um filho de 15 anos e uma esposa grávida de oito meses. A justificativa revolta ainda mais os familiares de Carlos André, que reforçam o pedido para que a Justiça não revogue as prisões diante da gravidade das acusações e das novas evidências apresentadas.
A mobilização desta quarta-feira busca pressionar as autoridades para garantir que o processo siga com transparência e que os responsáveis sejam devidamente punidos, sem intimidações às testemunhas. Outras vítimas de violência policial também foram representadas. Carlos tinha 19 anos, foi baleado e morto durante uma perseguição policial na madrugada de domingo (19) e deixou um filho ainda bebê.



