Início Policial Foragido há cinco anos, ex-apadrinhado no Detran-MS vira réu de novo — e é achado fazendo frete
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Foragido há cinco anos, ex-apadrinhado no Detran-MS vira réu de novo — e é achado fazendo frete

Foragido há cinco anos, ex-apadrinhado no Detran-MS vira réu de novo — e é achado fazendo frete
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Gênis Garcia Barbosa, ex-gerente de agência do Detran-MS, se tornou réu em mais uma ação penal por fraudes no órgão de trânsito de Mato Grosso do Sul. A decisão saiu na terça-feira (4), quando o juiz Roberto Ferreira Filho, da 1ª Vara Criminal de Campo Grande, acolheu a denúncia do Ministério Público e abriu prazo de dez dias para as defesas se manifestarem. Respondem ao lado dele os servidores Bedson Rodrigues Machado e Abner Aguiar Fabre e os despachantes David Clocky Hoffaman Chita e Leandro César de Matos Sória. Nesta denúncia específica, o MP aponta 36 fraudes, todas envolvendo a inclusão irregular de um quarto eixo em semirreboques. Com esse novo processo, Gênis passa a acumular pelo menos 14 ações criminais.

A trajetória dele dentro do Detran-MS é o ponto central da investigação. Nomeado por indicação política em abril de 2016, quando Gerson Claro comandava o órgão, Gênis atuou como "voluntário" na campanha que elegeu Claro deputado estadual em 2018 — e foi promovido a gerente da agência do Aero Rancho em 27 de fevereiro de 2019, apenas 26 dias depois da posse do parlamentar. O salário subiu quase 80%. Segundo o Ministério Público, foi a partir desse cargo que ele passou a manipular registros de veículos com restrições, mediante propina, em troca de "esquentar" documentação.

À reportagem do Jornal Midiamax, Gerson Claro negou vínculo com o ex-servidor, afirmando que deixou o Detran-MS em 2017 e que os fatos são posteriores à sua saída. O ex-diretor foi preso naquele ano, acusado de corrupção na Operação Antivírus — a ação penal contra ele está parada, à espera de perícia. Em 2019, porém, servidores denunciaram ao jornal que o órgão virara "cabide de emprego" para aliados eleitorais de Claro, e o então deputado admitiu à época que ainda influenciava a escolha de comissionados para chefias, mesmo fora do comando da autarquia.

Procurado pela Justiça há cerca de cinco anos, Gênis vinha driblando oficiais de Justiça com mudanças repentinas de endereço, segundo relato de um promotor. A equipe de investigação do Midiamax o localizou fazendo fretes com uma picape em Sidrolândia, mesma base eleitoral de Claro, onde mantém vida social ativa. Abordado, disse morar em outro estado, negou contato com pessoas ligadas ao Detran-MS e afirmou desconhecer os processos, prometendo se informar antes de responder às acusações. O MPMS não se manifestou até a publicação, e as defesas dos demais denunciados não foram localizadas.

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