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Homem vai de Manaus a Manacapuru “para votar”, ameaça atropelar a ex e é preso

Homem vai de Manaus a Manacapuru “para votar”, ameaça atropelar a ex e é preso
Delegada Joyce Coelho - Foto: Jander Robson / Portal do Holanda

A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), por meio da Delegacia Especializada de Polícia (DEP) de Manacapuru, a 68 quilômetros de Manaus, cumpriu na manhã desta quinta-feira (29/10) mandado de prisão preventiva contra um homem de 35 anos, investigado por perseguição (stalking) e ameaça contra a ex-companheira, de 39. A prisão ocorreu na residência do suspeito, no bairro da Paz, Zona Centro-Oeste da capital.

De acordo com a delegada Joyce Coelho, responsável pelo caso, o crime aconteceu no domingo (25/10), dia de votação. O homem, que mora em Manaus, foi até Manacapuru, onde a vítima reside, alegando que iria votar. Ao encontrá-la em uma praça, acompanhada de amigos, ele teria se aproximado de carro, simulado que a atropelaria e dado várias voltas em torno dela. Segundo a delegada, o suspeito e a atual companheira faziam gestos ofensivos durante a ação.

Apavorada, a mulher precisou ser levada para casa por amigos e procurou a delegacia. Quatro testemunhas que presenciaram a cena foram ouvidas e confirmaram o relato.

O suspeito e a vítima tiveram um relacionamento de seis anos, encerrado em 2018, e têm um filho em comum. Conforme a delegada, o período foi marcado por diversos episódios de agressão. Um deles resultou em tentativa de feminicídio: o homem disparou várias vezes contra a mulher, atingindo as duas pernas. Um dos projéteis continua alojado no corpo dela.

Pelo caso, ele foi julgado pelo Tribunal do Júri em 2025 e condenado a 8 anos e 4 meses de prisão. Um recurso, porém, anulou parte do julgamento, e uma nova sessão será marcada, ainda sem data definida.

Diante da gravidade dos fatos, a delegada optou por representar diretamente pela prisão preventiva, em vez de apenas solicitar medidas protetivas. A avaliação foi de que a vítima não poderia ficar exposta ao risco enquanto aguarda a nova data do júri. O pedido foi acolhido pelo Ministério Público e pelo Poder Judiciário.

“Ela quase perdeu a vida e, agora, o agressor reaparece e reativa todo o trauma vivido”, destacou a delegada, ao explicar a necessidade de manter o investigado custodiado para garantir a integridade física e psicológica da mulher.

Além da prisão, a Justiça concedeu medidas protetivas que proíbem o homem de se aproximar da vítima, de manter contato com ela e de frequentar a residência e o local de trabalho dela. Ele permanece à disposição da Justiça.

A vítima também será ouvida como autora no boletim de ocorrência, pois, segundo seu próprio depoimento, ofendeu o suspeito durante o episódio.

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