Uma influenciadora de 25 anos, identificada como Laryssa Campanati, esfaqueou o próprio tio, de 41 anos, na manhã de segunda-feira (24) em Franca, interior de São Paulo, após a filha dela, de 5 anos, relatar que teria sido abusada sexualmente pelo homem, que é padrinho da criança. Segundo o relato da mãe à imprensa, ela soube da suspeita na sexta-feira anterior (21), quando a menina contou o ocorrido enquanto estava na casa de familiares. Laryssa levou a filha a atendimento médico, onde a violência teria sido constatada, e registrou a denúncia no mesmo dia na Delegacia de Defesa da Mulher de Franca, como estupro de vulnerável.
De acordo com a mãe, as autoridades teriam informado que providências só seriam tomadas na segunda-feira seguinte. Ainda segundo seu relato, foi nesse dia que ela se dirigiu ao local de trabalho de uma tia, esposa do suspeito, para contar o que havia acontecido, e acabou encontrando o homem. Laryssa afirma que ele a questionou, em tom de confronto, se ela já sabia do ocorrido, e que passou mal durante a conversa. Foi nesse momento, segundo seu depoimento, que o suspeito teria tentado segurá-la, e ela reagiu com um canivete que carregava na bolsa, alegando legítima defesa.
A Polícia Militar foi acionada e confirmou o uso do canivete pela mulher. Tanto ela quanto o suspeito ficaram feridos e precisaram de atendimento médico. A arma foi apreendida e passou por perícia. A agressão foi registrada como lesão corporal na Delegacia Seccional de Franca, enquanto a denúncia de abuso sexual contra a criança segue apurada separadamente pela Polícia Civil. A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo confirmou os dois registros, mas preservou detalhes da investigação por envolver uma menor de idade.
Até o momento, ninguém foi preso nos dois casos, que continuam sob investigação. A defesa de Laryssa afirma que ela foi liberada da delegacia após serem reconhecidos elementos de possível legítima defesa. Segundo a advogada da família, mãe e filha voltaram a procurar o Conselho Tutelar e a Câmara Municipal de Franca nos dias seguintes em busca de proteção. É importante reforçar que, até a publicação desta matéria, o homem é apenas suspeito do crime de estupro de vulnerável, cabendo à Justiça apurar e esclarecer o caso.



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