A organização não governamental Human Rights Watch (HRW) solicitou formalmente que a Organização das Nações Unidas (ONU) monitore o andamento das investigações sobre o chamado "Massacre do Rio Abacaxis". O episódio envolve denúncias de execuções, atos de tortura e desaparecimentos perpetrados durante uma ação policial no interior do Amazonas em 2020.
De acordo com a entidade de direitos humanos, o caso completa quase seis anos sem que nenhum agente de segurança ou autoridade pública tenha sido responsabilizado judicialmente pelos crimes.
A solicitação foi encaminhada ao relator especial da ONU sobre Execuções Extrajudiciais, Sumárias ou Arbitrárias, Morris Tidball-Binz. No ofício, a HRW pede que o relator interpele o governo brasileiro a prestar contas sobre os atrasos na apuração e a exigir esclarecimentos quanto à lentidão no desfecho da investigação.
Os episódios ocorreram em agosto de 2020 nos municípios amazonenses de Nova Olinda do Norte e Borba, durante a operação batizada de "Lei e Ordem".
Relatórios e denúncias apontam que, durante a intervenção, policiais militares praticaram graves violações de direitos humanos, incluindo homicídios, invasões domiciliares arbitrárias, ameaças e episódios de tortura contra moradores da região.



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