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Misoginia e busca por fama motivaram ataque no Colégio Adventista em Manaus

Misoginia e busca por fama motivaram ataque no Colégio Adventista em Manaus
Misoginia e busca por fama motivaram ataque no Colégio Adventista em Manaus

Manaus/AM – A delegada Juliana Tuma, da Delegacia Especializada em Apuração de Atos Infracionais (DEAAI), revelou nesta terça-feira (11), que o ataque ocorrido no Colégio Adventista nessa segunda-feira (10), pode ter sido motivado pela busca por fama e também como um ato de misoginia.

“A motivação dele, ele demonstra querer fama, glorificação, tem a necessidade de pertencimento e apresenta traços de misoginia, aversão à mulheres. Ele não fala muito de bullying, mas sim dessa aversão a mulheres e diz que o sonho dele era morrer em confronto com a polícia”.

Segundo ela, o estudante planejava o ataque desde os 10 anos de idade. “Ele não demonstra arrependimento e conta com riquezas de detalhes. Ele diz que já planejava isso há algum tempo, desde os 10, 11 anos e disse que só se arrepende de ter não ter ferido mais vítimas como ele gostaria”.

Juliana afirma ainda que o adolescente tem uma preocupação excessiva em saber se o caso repercutiu e se ele se tornou conhecido. “A preocupação dele é saber se todos já estão sabendo, é autoglorificação dele, essa é a maior preocupação dele”, enfatiza.

Para cometer o crime, o menor pesquisou na internet formas de matar e também como confeccionar coquetéis molotov. Na mochila dele foram encontrados três coquetéis prontos para serem lançados.

Nos cadernos dele a polícia encontrou desenhos de armas e vários conteúdos relativos a massacre, inclusive sites acessados por ele.

“Ele já sinalizava alguma coisa desse tipo nas anotações, nos cadernos aos quais nós tivemos acesso (...) Desenhos de armas de fogo, fala muito que não gosta de mulheres, demonstra e escreve a aversão a mulheres”, ressalta Juliana.

O celular, computador e outros equipamentos eletrônicos do acusado foram recolhidos e estão passando por perícia técnica.

Durante o ataque, o garoto esfaqueou uma professora e duas alunas. Ele estava no Colégio Adventista desde janeiro, mas já tinha histórico de violência em outra escola pela qual tinha passado anteriormente.

 

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