Manaus/AM - A delegada Débora Barreiros revelou na manhã de hoje (19), que a morte de Gustavo Silva Araújo, 17, mais conhecido como “Neguinho”, foi motivada por uma vingança contra o pai dele, que seria membro de uma facção criminosa rival a dos assassinos.
“Havia ali a participação do pai da vítima numa organização criminosa que seria rival à organização dessas três pessoas que são suspeitas desse crime. Havia ali uma disputa também por território do tráfico de drogas (...) Essa morte seria uma retaliação ao pai que nesse momento se encontra preso”, explica a delegada.
O jovem foi morto em março de 2023, com um tiro na cabeça, em um prédio abandonado na rua Quintino Bocaiúva, no centro de Manaus.
Na ocasião, a polícia encontrou Carlos Victor Serrão Almeida, 24, principal suspeito do crime, perambulando armado pela rua.
Na ocasião, ele disse aos agentes que era membro de uma facção criminosa e que rivais haviam acabado de matar “o amigo” dele no prédio.
Carlos Victor chegou a levar a polícia à cena do crime e disse que testemunharia no caso. Porém, no decorrer das investigações, os policiais descobriram que na verdade, Carlos é quem teria matado Neguinho com a ajuda dos comparsas Reinaldo Silva da Costa, 22, e Tailon Alberto da Silva Costa, 28.
“Soubemos que o Carlos Vitor morava no Cacau Pirera e com mais duas pessoas fazia intimidações e ameaças à vítima. Gustavo também morava no Cacau Pirera, mas diante dessas intimidações veio para Manaus. Eles não quiseram deixar a vítima em paz, então vieram até Manaus, a encontraram e acabaram fazendo esse crime”, afirma.
Como Carlos até então era uma testemunha, ele foi autuado por estar armado, mas foi liberado depois e fugiu. Reinaldo e Tailon acabaram presos nessa quinta-feira (18) e negam o crime, porém, a delegada Débora afirma que eles postaram, nas redes sociais, fotos na cena do crime e chegaram até a se vangloriar da morte de Neguinho.
“Dizem que não tem nenhuma participação nesse crime, mas fizeram postagens em rede social, o que os coloca ali nessa situação de participação (...) Nós temos as provas tanto da postagem de rede social, quanto as duas armas apreendidas. Temos a oitiva de testemunhas que sabiam dessas intimidações, dessas ameaças que estavam acontecendo com a vítima”, destaca.
A polícia aguarda o resultado da perícia nas armas para ter certeza de quem é o autor do tiro e, enquanto isso, procura por Carlos Victor.
Denúncias sobre o paradeiro de Carlos Victor podem ser feitas pelo número (92) 98118-9535, disque-denúncia da DEHS, ou pelo 181, da Secretaria de Estado de Segurança Pública (SSP-AM). A identidade do informante será mantida em sigilo.

