Manaus/AM - Jefferson Buhler Figliuolo, preso suspeito de atropelar e matar um cão e ferir gravemente outros dois de forma proposital na última quarta-feira (22), no bairro Parque 10 de Novembro, em Manaus, causa ainda mais revolta com sua declaração fria e chocante durante a prisão.
O suspeito foi detido no Aeroporto Eduardo Gomes, quando aguardava para embarcar para São Paulo. No momento da prisão, ele foi confrontado e chamado de “assassino” por um grupo que exigiu justiça pelos animais. Em resposta, Jefferson não demonstrou arrependimento e afirmou: “Se eu pudesse, fazia de novo.”
Em outro momento, ele volta a ser chamado de assassino e muito calmamente enfatiza: "Assassino de cachorros". As declarações foram gravadas e repercutiram amplamente nas redes sociais, aumentando a pressão popular por punição severa.
Segundo testemunhas e imagens de câmeras de segurança, o motorista avançou propositalmente com o carro sobre a calçada, onde os cães comunitários estavam deitados, arrastando ao menos três animais. O impacto matou um deles e deixou outros dois internados em estado grave.
Punição prevista pela lei brasileira
Jefferson deve responder pela Lei Sansão (Lei nº 14.064/2020), que alterou a Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/1998). A legislação prevê:
Para cães e gatos: pena de 2 a 5 anos de reclusão, multa e proibição de guarda de animais.
Se houver morte do animal: a pena pode ser aumentada de 1/6 a 1/3.
A comunidade e ativistas da causa animal exigem que a Justiça aplique a pena máxima prevista, tratando o caso como crime de crueldade deliberada.



