Manaus/AM - O ex-presidente da AADESAM José Nilmar Alves de Oliveira está entre os suspeitos investigados pela Polícia Federal na Operação Combustão, deflagrada nesta quinta-feira (24), no Amazonas. A apuração analisa possíveis desvios de recursos públicos, corrupção e eventual uso de dinheiro irregular na campanha eleitoral de 2022.
Segundo a PF, Nilmar presidia a AADESAM no período investigado e foi candidato a deputado federal pelo PL naquele ano. O relatório aponta repasses milionários da AADESAM para duas empresas ligadas ao empresário Valber José Prado Marques, também tratado como suspeito na investigação.
A PF aponta que uma das empresas teria feito posteriormente uma transferência para a conta pessoal de Nilmar. Os investigadores analisam se as movimentações têm relação com os recursos sob suspeita.
Outro suspeito citado é Hiago Dias Costa, apontado como administrador financeiro da campanha de Nilmar. Conforme o relatório, ele movimentou R$ 831,1 mil entre maio e novembro de 2022, valor que a investigação considera incompatível com a renda registrada no período.
A Operação Combustão cumpre seis mandados de busca e apreensão e determinou o bloqueio de R$ 17 milhões em bens e valores. A investigação apura possíveis crimes de organização criminosa, peculato, lavagem de dinheiro, corrupção eleitoral e falsidade ideológica eleitoral.
Todos os envolvidos são considerados suspeitos, e a investigação ainda busca esclarecer a participação individual de cada um.
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