Manaus/AM - Na manhã desta quarta-feira (20), dois policiais militares do Amazonas foram presos no estado de Santa Catarina durante a Operação Covil do Mamon. Eles são apontados como integrantes do núcleo financeiro da organização criminosa investigada, responsável por agiotagem, ocultação e lavagem de dinheiro.
Segundo o delegado Fernando Bezerra, que conduz a operação, “o papel deles era central no núcleo financeiro, atuando diretamente nos atos de ocultação e simulação, caracterizando lavagem de dinheiro. A investigação vai muito além da extorsão, ela busca reaver todo o dinheiro retirado das vítimas”.
O major Andrey Lima, da PM, acrescentou que os dois policiais não estavam na ativa: “São policiais militares da atividade, mas já estavam suspensos. Eles se ausentaram do estado sem autorização judicial e foram localizados em Santa Catarina com apoio da polícia daquele estado”.

O delegado também explicou que a prisão ocorreu pouco depois da deflagração da operação: “Existem dois policiais militares presos que fazem parte do núcleo financeiro dessa organização criminosa. Eles foram presos há cerca de pouco mais de meia-hora. Por isso o delay da informação, eles não estavam presos no início da operação, quando ela foi deflagrada, Mas as buscas continuaram e nós prendemos eles a menos de meia hora, no estado de Santa Catarina, são dois cabos”.
A Polícia Militar do Amazonas se manifestou por meio da major: “Reafirmamos o compromisso da Polícia Militar em não compactuar com casos de corrupção policial. Esses militares já respondiam a processos anteriores e aguardaremos o desfecho da investigação da Polícia Civil para aplicar as punições administrativas cabíveis, inclusive a exclusão definitiva”.
A operação, considerada uma das maiores já realizadas contra grupos criminosos no Amazonas, cumpriu mandados simultaneamente em Roraima, Paraíba e Santa Catarina, além do próprio estado. Até o momento, foram registradas 20 prisões preventivas de um total de 25 decretadas pela Justiça, destas, sete ocorreram fora do Amazonas.
A polícia afirma que mais de 40 vítimas já foram registradas até o momento e a suspeita é de a rede criminosa agia desde o ano de 2021.




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