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Polícia revela que vizinha é a mandante da morte de professor na AM-010; saiba o motivo

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Polícia revela que vizinha é a mandante da morte de professor na AM-010; saiba o motivo
Delegado Adanor Porto- Foto: Jander Robson/Portal do Holanda
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Manaus/AM - A polícia revelou nesta quinta-feira (5) que a morte do professor da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Davi Said Aidar, 62 anos, foi ordenada por uma vizinha da vítima após um desentendimento considerado banal. A informação foi divulgada durante a apresentação dos resultados da Operação Universitates, deflagrada pela Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) para prender os responsáveis pelo crime.

"Trata-se de um grupo criminoso que agiu de forma premeditada, de forma coesa, com divisões de tarefas e lideranças. Nós temos um mandante deste crime, que é a própria vizinha da vítima. Temos um organizador, que é o sobrinho dela, responsável por cooptar os executores desse delito", afirmou o delegado Ricardo Cunha.

Segundo as investigações, a mandante é Juliana da Rocha Pacheco, 42 anos, que contou com o apoio do sobrinho, Lucas Santos de Freitas, conhecido como “Lucão”, para planejar a execução. Enquanto Juliana permanece foragida, Lucas e outros três homens contratados para realizar o ataque já estão sob custódia da polícia.

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O crime ocorreu no dia 6 de fevereiro deste ano, em um bar no ramal Água Branca, na rodovia AM-010. Três criminosos encapuzados chegaram ao local e dispararam diversas vezes contra o professor. A polícia identificou Antonio Carlos Pinheiro Meireles, o “TK”, como autor dos tiros, enquanto Rafael Fernando de Paula Bahia e Emerson Sevalho de Souza deram suporte e garantiram a fuga em motocicletas.

“Juliana Pacheco, ela é vizinha da vítima. Também mora no ramal e é a mandante de toda essa empreitada criminosa, que se deu através de uma rixa existente entre ambos. Juliana possuía um bar nesse ramal e, com a chegada do professor, percebeu uma diminuição nas vendas. Desde então iniciou uma rixa com ele, criando ameaças e mantendo uma relação conturbada com a vizinhança. Certo dia chamou o sobrinho Lucas e mandou que ele matasse o professor”, revelou o delegado Adanor Porto.

A partir disso, Lucas, que atuava como agiota, arquitetou o crime e passou a cooptar pessoas que tinham dívidas com ele para participarem da execução.

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“O Lucas, em seu depoimento, enfatiza que perguntou à mandante se era apenas para dar um susto, mas ela confirmou que queria que ele morresse. Três dias antes do crime, Lucas pegou seu carro, foi até o ramal com o pistoleiro Antônio, observaram a casa onde o alvo morava, sua rotina e o melhor horário para realizar a empreitada criminosa”, disse Adanor.

Segundo a polícia, cada envolvido teve um papel no assassinato. “Antônio Carlos devia R$ 150 para Lucas e foi prometido dinheiro para cometer o crime, mas não recebeu nenhum valor. Rafael devia R$ 10 mil referentes a uma batida de carro emprestado por Lucas e aceitou R$ 1 mil para participar da missão. Emerson devia R$ 200, mas recebeu apenas R$ 50 para contribuir na execução”, detalhou o delegado.

As prisões ocorreram de forma escalonada entre os dias 25 de fevereiro e 4 de março, em bairros das zonas Norte e Leste de Manaus.

Com a identificação de toda a cadeia criminosa — da mandante aos executores —, a Polícia Civil concentra esforços para localizar Juliana Pacheco e encerrar o caso.

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