Manaus/AM - A polícia prendeu Antônio Aguinaldo Vieira Araújo, 50, e Gilvan Alves Lima, 36, neste final de semana, por aplicar golpes em filas de caixas eletrônicos, em Manaus. Uma das vítimas dos suspeitos teve um prejuízo de R$ 17 mil ao ser enganada.
A dupla atuava juntamente com Heider Figueiredo de Araújo, 58, que está sendo procurado. Até o momento, cinco vítimas foram identificadas, entre elas três idosas. Conforme o delegado Edgar Moura, titular do 23° DIP, as investigações iniciaram no início deste ano, e apontaram o modus operandi dos infratores.
O investigador informou o modo de atuação dos criminosos: eles vão em caixas eletrônicos geralmente localizados em supermercados e ficam observando as vítimas realizarem serviços, no momento em que a vítima sai, um dos infratores a aborda, já em posse de um documento, possivelmente falsificado, escrito ‘faça seu recadastramento’, após isso ele orienta que a vítima a realizar o procedimento naquele terminal eletrônico, alegando que caso não faça, corre o risco de ter a conta bancária bloqueada.
“Nesse momento, a vítima volta e o segundo estelionatário já está com o crachá do banco oferecendo ajuda com o serviço. A partir disso, ele memoriza a senha e, após ela fazer o suposto recadastramento, ele retira o cartão e, sorrateiramente, fica com o cartão da vítima e devolve outro falso”, explica Moura.
A partir disso, o terceiro envolvido já ficava esperando a dupla em um carro Volkswagen, modelo Gol, de cor vermelha, após a fuga, eles começam a realizar saques nos cartões das vítimas e fazer diversas compras.
A equipe de investigação obteve acesso às câmeras de segurança do circuito interno e externo dos estabelecimentos e foi possível identificar os estelionatários. Com base nisso, foi solicitada à Justiça pela prisão preventiva deles, e as ordens judiciais foram decretadas pelo Poder Judiciário.
“Conseguimos localizar e prender Antônio e Gilvan no bairro Vila da Prata, bem como apreender o veículo que eles utilizavam para dar apoio à prática criminosa”, informou. No momento da prisão Antônio ofereceu R$ 2.355 para não ser preso, razão pela qual foi preso em flagrante por corrupção ativa.
Qualquer pessoa que tenha sido vítima de crime parecido deve procurar o 23º DIP para proceder ao reconhecimento dos suspeitos.
Antônio e Gilvan responderão por estelionato majorado e associação criminosa, e foram encaminhados à audiência de custódia e ficarão à disposição do Poder Judiciário.
Com informações da assessoria.
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