Manaus/AM - O policial militar aposentado José Moura Maciel, de 60 anos, que estava desaparecido desde 2019, teve seus restos mortais encontrados enterrados no quintal da antiga residência da família, no bairro Nova Esperança, zona Norte de Manaus, neste domingo (17). O caso, que permanecia sem respostas há cerca de sete anos, ganhou novo desfecho após a confissão do principal suspeito.
José Moura ingressou na Polícia Militar do Amazonas (PMAM) ainda jovem e construiu uma carreira reconhecida pelo comportamento reservado e pela atuação disciplinada, segundo relatos de pessoas próximas e familiares. Ao longo dos anos de serviço, ele atuou em diferentes funções dentro da corporação, até se aposentar e passar a viver de forma mais discreta com a família em Manaus. Conhecido como um homem trabalhador e de perfil tranquilo, ele manteve uma rotina afastada dos holofotes após deixar a ativa na polícia.
Mesmo após a aposentadoria, o ex-policial era lembrado por colegas de farda como alguém comprometido com o trabalho e respeitado no meio militar. Para familiares, ele era descrito como um homem rígido, porém dedicado à família, o que torna o desfecho do caso ainda mais impactante.
José Moura desapareceu em 2019, e durante sete anos o caso permaneceu sem respostas, sendo tratado oficialmente como desaparecimento. A reviravolta ocorreu apenas em 2026, quando as investigações apontaram o próprio filho como suspeito do crime, levando à localização dos restos mortais no quintal da antiga residência da família.
Agora, a Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) segue com as investigações para esclarecer completamente as circunstâncias da morte e identificar possíveis envolvidos. O caso encerra uma longa busca por respostas sobre o destino do policial aposentado, cuja história na corporação e na família terminou de forma trágica.




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