Manaus/AM - O homem suspeito de matar o cabeleireiro Dilbert Carvalho Araújo, encontrado morto com aproximadamente 40 perfurações pelo corpo, confessou o assassinato durante interrogatório na Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS). Mauro Fagno Santos dos Santos foi preso na manhã de terça-feira (3), pela Polícia Civil.
O crime aconteceu no dia 19 de outubro, na residência da vítima, no bairro Jorge Teixeira, zona leste de Manaus. Segundo o delegado Ricardo Cunha, titular da DEHS, Dilbert foi visto pela última vez em um bar, consumindo bebidas alcoólicas na companhia do suspeito. Depois, os dois seguiram juntos para a casa do cabeleireiro.
Imagens de câmeras de segurança ajudaram a reconstruir os últimos momentos antes do homicídio. Os registros mostram os dois chegando ao imóvel e, posteriormente, Mauro deixando o local sozinho.
"Esse rapaz fugiu. Câmeras de segurança captaram tanto a entrada dele na residência do Dilbert quanto a hora que ele saiu", destacou Ricardo Cunha.

A vítima foi encontrada morta com aproximadamente 40 perfurações provocadas por uma chave de fenda e uma chave Phillips. De acordo com o delegado Hugo Albernaz, responsável pela investigação, o suspeito confirmou a autoria do crime e apresentou detalhes da dinâmica do assassinato.
Mauro afirmou que conheceu Dilbert na madrugada do dia 19 de outubro, em um bar que estava encerrando as atividades, por volta das 3h30 ou 4h. Segundo a versão apresentada pelo investigado, a vítima o convidou para continuar consumindo bebidas alcoólicas em sua residência.
Os dois beberam gim e, em determinado momento, Dilbert teria feito investidas de cunho sexual, que foram recusadas pelo suspeito. A situação teria provocado uma discussão, seguida de luta corporal.
"Ele relata que a vítima tranca a porta da residência, retira sua roupa e começa a fazer insinuações de cunho sexual para ele. Ele recusa. A vítima insiste", contou o delegado Hugo ao detalhar a versão apresentada pelo investigado.

O suspeito afirmou que pegou uma chave de fenda e ameaçou a vítima. A discussão evoluiu para agressões. Segundo o delegado, o primeiro golpe teria atingido a região do pescoço.
"Ele relata que o primeiro golpe dele foi na região da laringe. E esse é o motivo pelo qual nenhum vizinho, a mãe, ninguém escutou a vítima gritar", explicou Hugo.
O delegado acrescentou que, conforme a confissão, o cabeleireiro ainda estava agonizando quando o suspeito deixou o imóvel.
Outro detalhe apresentado durante o interrogatório envolve uma transferência bancária feita do celular da vítima. Depois do assassinato, o suspeito trancou a porta da residência para dificultar a descoberta do crime e ganhar tempo para fugir. Em seguida, caminhou até outra região, onde permaneceu escondido e tentou conseguir ajuda de familiares e amigos para deixar o local.
Suspeito ficou escondido

A Polícia Civil informou que a identificação de Mauro ocorreu durante o avanço das investigações, mas o cumprimento do mandado de prisão temporária foi adiado em razão do período eleitoral.
Após esse intervalo, os policiais retomaram as diligências e conseguiram localizar o investigado.
Ao comentar o comportamento do homem durante o interrogatório, o delegado Hugo afirmou que ele relatou o assassinato com frieza e sem demonstrar arrependimento.
"Ele foi ouvido, ele confessa o crime, ele relata com detalhes, ele é um indivíduo frio, não não demonstra nenhum tipo de remorso (...) Ele relata com a frieza de com muita frieza, a gente consegue perceber que ele é um indivíduo indivíduo que de fato precisa ficar afastado da sociedade".
E relata que não conhecia, não tinha nenhum tipo de contato prévio com a vítima, que conheceu ela na madrugada do dia 19", declarou.
O delegado Ricardo Cunha também confirmou que o suspeito confessou o crime com detalhes durante o interrogatório na unidade policial.
Mauro Fagno permanece preso. Segundo a Polícia Civil, ele responde ainda a outro processo por porte ilegal de arma de fogo e receptação.
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