Camila Pereira da Silva, de 32 anos, morreu após ser baleada por um policial militar durante uma abordagem no Parque São Domingos, na Zona Oeste de São Paulo, na quinta-feira
16).
Imagens de câmeras de segurança registraram a ocorrência. Camila aparece segurando uma faca e caminhando na direção dos policiais, que pedem que ela solte o objeto. Em seguida, um dos agentes dispara contra a mulher, que morreu no local.
O policial responsável pelo tiro, identificado como André Coelho Maximo da Costa, afirmou em depoimento que não tinha habilitação para utilizar uma arma de choque, conhecida como taser. O disparo foi feito com uma pistola calibre .40, segundo o registro policial.
A ocorrência está sob investigação do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP). A arma do policial foi apreendida para perícia, e um Inquérito Policial Militar foi instaurado, com acompanhamento da Corregedoria da Polícia Militar.
O delegado responsável pelo caso apontou indícios de possível excesso no uso da força. A avaliação considera as imagens da abordagem, que, segundo a análise preliminar registrada no boletim de ocorrência, não mostram tentativa de uso de instrumentos de menor potencial ofensivo antes do disparo.
Familiares relataram que Camila enfrentava problemas de saúde e aguardava um transplante de fígado. A hipótese de que ela estivesse passando por uma crise emocional também foi mencionada, mas as circunstâncias da ocorrência ainda serão apuradas.
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