O Amazonas ocupa a 20ª posição entre as 27 unidades da federação em participação feminina na eleição deste ano. São 121 mulheres entre as 355 candidaturas registradas no estado, o equivalente a 34,08% — pouco abaixo da média nacional, que está em 34,95%. Em números absolutos, o estado é o 12º do país em quantidade de candidatas.
O topo do ranking é dominado pelo Nordeste. Alagoas lidera com 40,78% de mulheres entre suas 103 candidaturas, seguida por Sergipe (39,29%), Rio Grande do Norte (38,54%) e Paraíba (38,46%). O Amapá completa o grupo dos cinco primeiros, com 38,33%. São, em geral, estados com colégios eleitorais menores, onde chapas mais enxutas facilitam o ajuste da proporção.
Na outra ponta aparecem Rondônia (32,17%) e Piauí (32,20%), seguidos justamente pelos dois maiores colégios eleitorais do país: Rio de Janeiro, com 33,42%, e São Paulo, com 33,85%. O Espírito Santo fecha o grupo dos cinco menores, com 33,62%. O caso de Rondônia é peculiar: quando se olha apenas para as disputas de deputado federal e estadual, onde a cota de 30% é obrigatória, o estado sobe para 34,89% e deixa a lanterna — sinal de que o peso dos cargos majoritários, quase todos ocupados por homens, é o que derruba o índice geral.
Nenhuma unidade da federação está abaixo do piso legal de 30%, mas nenhuma chega perto da paridade: mesmo a melhor colocada não alcança 41%. No conjunto do país são 13.339 candidaturas e 4.661 mulheres. Na disputa nacional pela Presidência e vice, são dez candidaturas e três mulheres, exatos 30%. Os dados vêm da base do TSE com atualização de 10 de agosto e ainda podem mudar, já que boa parte dos registros aguarda julgamento da Justiça Eleitoral.



Aviso