O ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Bruno Dantas oficializou nesta segunda-feira, 31, sua saída do cargo, que ocupa desde 2014. Com a decisão, comunicada em ofício enviado à presidência do órgão, o Senado poderá indicar um substituto para a vaga. O senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) é o favorito.
"Encerro este ciclo com a serenidade e com a convicção republicana de que a rotatividade nos altos cargos é uma virtude. As instituições se fortalecem quando seus quadros sabem chegar e sabem partir", afirmou Dantas, em vídeo publicado no Instagram.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), tentou emplacar o parlamentar, de quem é aliado, no Supremo Tribunal Federal (STF). Contudo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva escolheu o advogado-geral da União, Jorge Messias, cuja indicação foi reprovada no plenário da Casa.
Esse atrito causou o afastamento entre o petista e Alcolumbre. Neste mês, eles se reaproximaram, com o interesse do Palácio do Planalto de ter apoio a projetos estratégicos às vésperas da eleição, e de uma aliança para uma eventual reeleição do senador amapaense à presidência do Senado.
Pacheco desistiu de se candidatar a cargos eletivos, após ter seu nome cogitado em tratativas para o governo de Minas Gerais e para a reeleição, com apoio de Lula.
Dantas, por sua vez, deve migrar para a iniciativa privada e tem o nome cotado para o comando da Avibras, fabricante nacional de aviões recentemente adquirida pelos irmãos Joesley e Wesley Batista, donos do Grupo J&F.
"Aos 48 anos, depois de presidir o Tribunal em anos de grande projeção institucional, sentia que estava na hora de novos desafios. Sou, por temperamento, intelectualmente inquieto - sempre fui. E encontrei, nos projetos que pretendo abraçar, o feixe de motivação de que precisava: iniciativas de interesse nacional em áreas estratégicas, a continuidade da minha dedicação à vida acadêmica e a participação no debate público - agora a partir de outro ponto de observação", disse Dantas, em nota.



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