O Supremo Tribunal Federal marcou para o dia 23 de setembro uma nova sessão que deve reacender o embate entre os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça, em meio à pior crise interna da Corte nos últimos anos. O encontro tratará da conduta de Mendonça à frente da relatoria do caso do Banco Master, alvo de questionamentos de colegas.
A crise ganhou corpo no início de setembro, quando Mendonça retirou o sigilo de um relatório da Polícia Federal que apontaria troca de mensagens entre Moraes e o ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro. A divulgação provocou uma sucessão de acusações cruzadas entre os dois ministros e levou à intervenção direta do presidente da Corte, Edson Fachin.
Na sessão desta terça-feira, os ânimos voltaram a se exaltar. Houve embate entre os ministros Flávio Dino e Fachin, além de discussão direta entre Moraes e Mendonça. Gilmar Mendes e Luiz Fux também divergiram sobre a atuação da Polícia Federal no caso. Durante os trabalhos, o ministro Kássio Nunes Marques se declarou impedido de julgar o material da PF, enquanto Dias Toffoli optou por se declarar suspeito, repetindo posição já adotada quando deixou a relatoria do inquérito sobre o Banco Master.
O plenário chegou a discutir pedidos de adiamento e a possibilidade de um julgamento conjunto dos casos de Moraes e Mendonça, mas nenhuma definição final foi tomada. Fachin já sinalizou publicamente ser contrário tanto ao adiamento quanto à análise conjunta, o que deve manter o clima de tensão para a retomada dos trabalhos na próxima semana.



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