O porta-voz econômico da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Dario Durigan, admitiu que a atual taxa de juros é um problema, mas disse que não se pode trazer elementos políticos para confundir a população.
"Nós estamos em período de eleição, as pessoas precisam ter clareza de qual projeto elas vão tomar partido. Se é um projeto que nega a ciência, que nega o meio ambiente, que não ajustou conta", criticou Durigan na GloboNews , em debate com assessores econômicos das campanhas de Flávio Bolsonaro (PL) e Ronaldo Caiado (União).
"Veja, eu não estou dizendo que os juros não são um problema, eles são um problema. O que a gente não pode é, mais uma vez, querer usar, dizer que nós estamos fazendo um debate técnico e trazer os elementos políticos e confundir as pessoas", sustentou. Segundo ele, algumas empresa fecharam recentemente porque a operação na Carbono Oculto fechou 1.300 CNPJs.
Indagado sobre uma crise no varejo, Durigan afirmou que não se pode querer estender como uma grande crise algo que tem explicações para cada setor, e argumentou que há mudanças nos hábitos de consumo no varejo, com a expansão das compras online.
O atual ministro da Fazenda considerou que o Desenrola, programa de renegociação de dívidas, é um pontual. "É um programa pontual importante, que inclusive estão prometendo também que vão fazer programas como os nossos."
Segundo ele, há evidências de que as pessoas estão com dificuldade de sair do endividamento em razão do pagamento de juros do cartão de crédito e do cheque especial, por exemplo. "Ainda que a gente esteja dando mais renda para as pessoas - porque a gente está isentando de imposto de renda quem está na base do sistema de trabalho no Brasil -, essas pessoas seguem endividadas, porque contraíram uma dívida lá atrás. Nós estamos pontualmente oferecendo saída."
Para as empresas, ele citou que foi oferecido crédito a juros mais baixos. "E essas são as medidas possíveis de serem feitas, que já foram apresentadas por esse governo", defendeu.




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