O senador e pré-candidato à República do PL, Flávio Bolsonaro, afirmou nesta sexta-feira, 28, que a homenagem dada ao miliciano Adriano da Nóbrega, morto em 2020 após confronto com policiais, foi feita antes de acusações de que ele chefiava o "Escritório do Crime" no Rio. A declaração foi feita durante sabatina promovida pela TV Globo.
"Homenagem foi feita no momento em que ele era um policial reconhecido. Eu conheci ele dentro do Bope. Não tinha feito absolutamente nada de errado. Não tinha nada contra ele nesta época", afirmou.
Adriano da Nóbrega integrava uma milícia, formada por policiais e ex-policiais, em Rio das Pedras, na zona oeste do Rio. Além da homenagem, Flávio empregou a mãe e mulher do criminoso após ele ser absolvido por homicídio. O miliciano foi morto em confronto com a polícia no interior da Bahia.
Questionado sobre o apoio ao ex-deputado estadual Rodrigo Bacellar (União) ao governo do Rio, Flávio disse que não faria o mesmo se soubesse das acusações contra o aliado. Em março, Bacellar foi preso por suposta ligação com o Comando Vermelho.
"É muito grave. Se eu soubesse disso, jamais (o apoiaria). Se forem comprovadas as acusações contra ele, é gravíssimo. O nome dele surgiu por uma composição partidária no Rio em que ele estava sendo indicado por um partido que estava na nossa coalizão. Ele tem direito de se defender e de provar a inocência dele, ou não, na justiça", disse Flávio.



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