17 Set (Reuters) - O senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) criticou nesta nesta quinta-feira o reajuste de 15% no valor do Bolsa Família anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), classificando como "ilegal" e "ato de desespero" do adversário na eleição de outubro.
"O Lula, num ato de desespero, acabou de fazer um decreto, mesmo sabendo que é ilegal e que é proibido durante as eleições. Fez uma coisa que não fez em quatro anos de governo, e faltando 17 dias para a eleição ele acha que vai enganar alguém dando reajuste no Bolsa Família. Ele sabe que isso não pode, mas é o desespero, porque ele sabe que já perdeu", disse o senador durante ato de campanha em Vitória da Conquista (BA).
Mais cedo, em cerimônia em Brasília, Lula assinou decreto que reajuste o benefício do Bolsa Família em 15% a partir de outubro, mesmo mês das eleições. A medida terá impacto de R$5,8 bilhões neste ano e de R$22 bilhões no ano que vem, de acordo com cálculos do governo. A equipe econômica afirmou que há espaço fiscal no orçamento para o reajuste, que não implicará em aumento da despesa, mas em remanejamento.
Em sua fala na Bahia, Flávio também afirmou que o Bolsa Família "está garantido" em um eventual governo seu. "O Bolsa Família está garantido, ninguém vai tocar nesse benefício de vocês", disse.
O último aumento do Bolsa Família foi feito em 2022, quando o então presidente Jair Bolsonaro buscava a reeleição. O programa, que se chamava Auxílio Brasil, foi reajustado de R$400 para R$600 na ocasião, um aumento de 50%.
Em março de 2023, após assumir a Presidência, Lula recriou o Bolsa Família em substituição ao Auxílio Brasil, mantendo em R$600 o valor básico do programa.
(Por Eduardo Simões, em São PauloEdição de Pedro Fonseca)
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