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Lula assina decretos que aumentam responsabilização de plataformas em crimes na internet

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Lula assina decretos que aumentam responsabilização de plataformas em crimes na internet
Lula assina decretos que aumentam responsabilização de plataformas em crimes na internet

Por Lisandra Paraguassu

BRASÍLIA, 20 Mai (Reuters) - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou nesta quarta-feira dois decretos com novas regras para atuação das plataformas digitais no país, incluindo a atualização da regulamentação do Marco Civil da Internet que poderá permitir a responsabilização das plataformas, no caso de atividades criminosas, para seguir as regras determinadas pelo Supremo Tribunal Federal.

De acordo com informações do Palácio do Planalto, o texto de um dos decretos determina que as big techs tenham canais para denúncia de crimes e práticas ilícitas, façam a verificação e retirem imediatamente o que for considerado ilegal, além de guardar dados que permitam a eventual responsabilização dos autores.

O texto prevê, ainda, que as plataformas devem tomar medidas preventivas para impedir a circulação de conteúdos sobre crimes graves, como terrorismo, exploração sexual de crianças e adolescentes, tráfico de pessoas, incentivo à automutilação e violência contra mulheres.

O decreto prevê também que as empresas de mídias digitais poderão ser responsabilizadas quando, no caso de publicidade paga incentivando crimes, houver "falhas recorrentes" na adoção de medidas de prevenção e retirada de conteúdos.

O texto deixa de fora, no entanto, serviços como Whatsapp e outros aplicativos de mensagens e de emails, assim como os de videoconferência porque, segundo nota do Palácio do Planalto, "a Constituição preserva o direito ao sigilo das comunicações".

O segundo decreto assinado pelo presidente mira crimes contra as mulheres nos ambientes digitais. O texto prevê que as empresas criem canais específicos para denúncia de conteúdos íntimos divulgados sem consentimento, ameaças, perseguição e assédio contra mulheres e meninas e obriga a retirada em até duas horas, mas com a preservação das informações para que os autores possam ser identificados em investigações.

O decreto inclui ainda a proibição de uso de inteligência artificial para "produção de imagens íntimas falsas ou sexualizadas de mulheres" e obriga as plataformas a agir preventivamente para impedir a produção.

(Reportagem de Lisandra ParaguassuEdição de Alexandre Caverni)

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