O presidente da República e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), defendeu a extinção do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), o Fundo Eleitoral, para que a "promiscuidade política" chegue ao fim. Lula fez a afirmação em entrevista ao programa Canal Livre , cujo trecho foi antecipado pela emissora. A íntegra será divulgada às 20 horas na BandNews TV e às 22 horas na Band.
Lula pregou ainda uma grande reforma política. Ele ligou o fim da polarização no Brasil a uma alteração significativa nas normas do sistema partidário e no financiamento das campanhas.
"Vai mudar quando a gente fizer uma reforma política neste País, que precisa ser feita para criar partido sério, partido que tenha manifesto, partido que tenha compromisso com a sociedade, partido que tenha bandeira, partido que tenha programa e partido que tenha um comportamento ético", afirmou o presidente da República.
E acrescentou: "É preciso a gente acabar com essa história que está acontecendo na política, que é uma promiscuidade generalizada na política. A hora que a gente acabar com isso, se tiver uma reforma política digna, a gente vai ter a política outra vez sadia para o povo brasileiro."
Lula disse que provocar alterações nas leis do sistema político alcança de modo direto os interesses dos congressistas e das siglas.
De acordo com o presidente, isso torna difícil a aprovação de modificações estruturais.
"Quando se trata da reforma política, você está mexendo com o interesse pessoal de cada deputado, de cada partido político. Não é possível a gente continuar com a promiscuidade política do jeito que está", afirmou Lula. "Não é possível a gente continuar com o Congresso Nacional com 50% do orçamento da União", acredita.
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