SÃO PAULO, 30 Mar (Reuters) - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aparecem empatados tecnicamente em dois cenários de primeiro turno para a eleição presidencial deste ano e registram empate numérico em um terceiro de primeira rodada e na simulação de segundo turno entre ambos, mostrou pesquisa BTG Pactual/Nexus divulgada nesta segunda-feira.
De acordo com o levantamento, Lula tem vantagem numérica sobre Flávio nos cenários de primeiro turno em que o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, aparece como candidato do PSD e na simulação em que não há candidato do PSD, embora o presidente e o senador estejam em empate técnico dentro da margem de erro. Lula tem 41% contra 38% de Flávio quando o nome de Caiado aparece e registra 42% a 39% contra o senador quando não há nome do PSD. A margem de erro da pesquisa é de 2 pontos percentuais.
Já no cenário em que o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, aparece como presidenciável do PSD, há empate numérico entre ambos, 39% para cada.
Em um eventual segundo turno, o levantamento do instituto Nexus para o banco BTG Pactual mostra Lula e Flávio empatados com 46% das intenções de voto cada.
A pesquisa mostrou ainda que Lula é rejeitado por 49% do eleitorado, enquanto o índice de rejeição do filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro é de 48%.
Na avaliação de Marcelo Tokarski, CEO da Nexus, a pesquisa mostra que a polarização entre Lula e Flávio está "bastante consolidada".
"Os dois se descolam dos adversários nas simulações de primeiro turno e empatam numericamente (46% a 46%) no segundo turno. O indicativo é de que a eleição presidencial de 2026 será tão ou até mais apertada do que a de 2022", disse Tokarski, segundo comunicado da Nexus.
A pesquisa mostrou ainda que a avaliação negativa do governo Lula é de 44%, ao passo que a positiva soma 35% e o percentual dos que veem o governo como regular é de 21%.
Além disso, o percentual que desaprova o trabalho que Lula vem fazendo é de 51%, enquanto 45% aprovam.
A Nexus entrevistou 2.006 eleitores por telefone entre os dias 27 e 29 de março. A margem de erro da pesquisa é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
(Por Eduardo SimõesEdição de Tatiana Ramil)


