O governo federal enfrenta um rombo de R$ 105,5 bilhões nas despesas não obrigatórias previstas para 2026, mesmo após a arrecadação federal bater recordes mensais ao longo do ano — como os R$ 229,2 bilhões arrecadados em março e os R$ 278,8 bilhões em abril, segundo dados do Ministério da Fazenda. Do total do déficit, R$ 15,1 bilhões pertencem ao Ministério da Saúde e referem-se a faturas de exercícios anteriores ainda não quitadas, de acordo com nota técnica da Consultoria de Orçamentos do Senado Federal divulgada em agosto.
A falta de recursos trava a construção de unidades de saúde, atrasa procedimentos e compromete a distribuição de medicamentos pela rede pública, agravando o cenário de filas e superlotação já enfrentado pelo SUS, que tem orçamento de R$ 271,3 bilhões previsto para 2026.
O rombo geral decorre da diferença entre os R$ 330,9 bilhões em compromissos do governo — soma do orçamento de 2026 com dívidas de anos anteriores — e os R$ 225,4 bilhões efetivamente disponíveis para pagamento, conforme aponta o relatório bimestral de receitas e despesas divulgado pelos Ministérios da Fazenda e do Planejamento.
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