Início Política Moraes rejeita arquivar inquérito sobre Bolsonaro e diz que PGR mudou de posição
Política

Moraes rejeita arquivar inquérito sobre Bolsonaro e diz que PGR mudou de posição

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), rejeitou nesta sexta-feira (5) um pedido da PGR (Procuradoria-Geral da República) para arquivar inquérito que apura o vazamento de dados sigilosos pelo presidente Jair Bolsonaro (PL) de investigação sobre ataque ao sistema do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) em 2018.

O ministro argumenta que o pedido foi feito fora do prazo e que houve incompatibilidade entre a solicitação e manifestações anteriores feitas pela vice-procuradora-geral da República, Lindôra Araújo. Segundo ele, houve "inusitada alteração de posicionamento da Procuradoria-Geral da República".

A PGR havia solicitado o arquivamento da investigação em fevereiro, mas Moraes fez novas determinações à Polícia Federal nos autos.

No dia 1º de agosto, em uma manifestação assinada por Lindôra, a PGR que afirmou que Moraes violou o sistema acusatório ao determinar novas medidas de apuração depois da primeira solicitação de arquivamento.

No despacho desta sexta, o ministro afirma que Lindôra tomou ciência das suas decisões no processo e concordou com elas, "inexistindo a interposição de qualquer pedido de reconsideração, impugnação ou recurso no prazo processual adequado".

"A inusitada alteração de posicionamento da Procuradoria-Geral da República, manifestada somente em 1º de agosto de 2022, não afasta a preclusão [perda do direito de se manifestar] temporal já ocorrida", diz Moraes.

"Não bastasse a ocorrência da preclusão temporal, comportamentos processuais contraditórios são inadmissíveis e se sujeitam à preclusão lógica, dada a evidente incompatibilidade entre os atos em exame, consubstanciados na anterior aceitação pela Procuradoria-Geral da República com as decisões proferidas -tendo manifestado por cinco vezes sua ciência- e sua posterior irresignação extemporânea."

Moraes ainda disse na decisão que o Ministério Público não tem "atribuição constitucional para obstar ou impedir a atividade da Polícia Judiciária".

Em janeiro, a Polícia Federal disse ter visto crime de Bolsonaro em sua atuação no vazamento de dados da investigação sobre o TSE.

A PF também viu crime do deputado Filipe Barros (PSL-PR) mas, pelo mesmo motivo, deixou de indiciá-lo. Por não ter foro, o ajudante de ordens de Bolsonaro, Mauro César Barbosa Cid, foi o único investigado formalmente indiciado.

"Os elementos colhidos apontam também para a atuação direta, voluntária e consciente de Filipe Barros Baptista de Toledo Ribeiro e de Jair Messias Bolsonaro na prática do crime previsto no artigo 325, §2°, c/c [combinado com o] 327, §2°, do Código Penal brasileiro, considerando que, na condição de funcionários públicos, revelaram conteúdo de inquérito policial que deveria permanecer em segredo até o fim das diligências", diz o relatório da PF.

Mas, em 17 de fevereiro, Aras pediu o arquivamento da apuração e entendeu que o presidente não cometeu crime.

Moraes, então, determinou que a PF fizesse análise das informações obtidas na quebra de sigilo telemático, que seria "essencial para a completa análise dos elementos de prova pela Procuradoria-Geral da República".

Obras de drenagem mantêm interdição de rua no Centro neste domingo
Portal do Holanda Vídeo
Amazonas
Portal do Holanda
Obras de drenagem mantêm interdição de rua no Centro neste domingo
AGORA
portaldoholanda.com.br 1 de 12
1 / 12 Ler

Siga-nos no

Google News

Receba o Boletim do Dia direto no seu e-mail, todo dia.

Comentários (0)

Deixe seu comentário

Resolva a operação matemática acima
Seja o primeiro a comentar!