O senador Sergio Moro deve sair do União Brasil e se filiar ao Partido Liberal (PL) do ex-presidente Jair Bolsonaro para disputar o governo do Paraná.
O acordo foi fechado numa reunião entre Moro e o deputado federal Filipe Barros (PL) no Senado Federal na noite desta quarta-feira, 18, após o senador não conseguir sinal verde do União Brasil para concorrer ao cargo. A informação foi confirmada por Barros após o encontro.
Com isso, Moro sela um retorno à órbita do bolsonarismo, em que esteve durante sua passagem pelo governo Bolsonaro entre 2019 e 2020 como ministro da Justiça e Segurança Pública. Ele deixou a gestão acusando o então presidente de interferência na Polícia Federal.
Mais cedo, numa reunião na sede do PL com o presidente da sigla, Valdemar Costa Neto, Moro concordou em ter o apoio do partido bolsonarista para conceder palanque ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, no Paraná.
A falta de um candidato próprio no Paraná era um problema a ser resolvido, uma vez que o governador Ratinho Júnior (PSD) é também pré-candidato à Presidência da República e deve apoiar seu próprio grupo local, deixando os bolsonaristas sem palanque.
A filiação de Moro deve ser feita na terça-feira que vem, 24. O senador e o PL devem se concentrar nos próximos dias a desatar alguns nós que permitam a formação da chapa no Estado.
Um deles é a pré-candidatura de Cristina Graeml (Podemos) ao Senado Federal. A preocupação dos bolsonaristas é que ela possa prejudicar Barros ao dividir o voto da direita no Paraná, uma vez que o deputado também vai tentar uma cadeira de senador.
Lideranças do PL querem convencer Graeml a se filiar ao PL para ser a puxadora de votos no Estado para a Câmara dos Deputados. O ex-deputado federal Deltan Dallagnol (Novo) será o outro nome ao Senado com apoio do PL.

