Pessoas que estiveram próximas ao ministro Alexandre de Moraes nas últimas 48 horas relatam dificuldade em compreender a reação do magistrado diante da crise sem precedentes que atinge o Supremo Tribunal Federal. Segundo relatos de colegas, auxiliares e outras fontes próximas a Moraes, sua postura tem sido de frieza em relação aos fatos que envolvem a Corte e ele próprio.
Em diversos momentos, o ministro teria agido como se nada estivesse ocorrendo: cumpriu normalmente a agenda de reuniões, despachou processos e chegou a fazer brincadeiras com auxiliares sobre assuntos diversos, ainda que a crise institucional se aprofundasse. Mesmo nas horas seguintes ao levantamento do sigilo do relatório da Polícia Federal que embasou o pedido de investigação feito por André Mendonça, Moraes teria mantido um compromisso já agendado com um integrante da Advocacia-Geral da União, despachando com normalidade.
Nos corredores do STF, o clima descrito é de perplexidade diante da escalada da crise. Ainda assim, algumas fontes próximas ao ministro se mostram reticentes em defendê-lo publicamente de forma mais enfática. No máximo, segundo os relatos, fazem circular a versão de que, na avaliação do magistrado, haveria uma ação orquestrada por Mendonça contra ele.
Apesar disso, mesmo pessoas próximas a Moraes reconhecem que os fatos relacionados à sua relação com o ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, não deixam de justificar a necessidade de apuração, ainda que haja questionamentos sobre o rito processual adotado.




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