Após a declaração golpista do candidato à Presidência derrotado Flávio Bolsonaro (PL), O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, divulgou nota em que afirma que as eleições do último domingo ocorreram "dentro da mais absoluta normalidade" e que foram "as mais inclusivas da história da República brasileira".
O ministro também afirmou que "todos os questionamentos feitos dentro do devido processo legal serão analisados e respondidos".
Na primeira versão do documento divulgado pelo influenciador digital Paulo Figueiredo, Flávio se autoproclamava "o verdadeiro presidente eleito do Brasil". Em nova versão, publicada no seu perfil no X, ele se apresenta como "o líder do Brasil".
O senador do PL alegou, sem provas, que houve fraude no processo eleitoral. O argumento se baseia na prorrogação do horário de votação em duas horas, determinada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin devido a problemas no deslocamento de eleitores ao longo do domingo.
O TSE já mostrou, porém, que o número de eleitores que votaram após as 17h não passa de 35 mil. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reeleito por uma margem de 4,4 milhões de votos sobre o adversário.
Leia a íntegra da nota:
"Ressalto o compromisso de toda a Justiça Eleitoral com a vontade soberana do eleitorado, que foi às urnas e legitimamente escolheu seus representantes.
No último domingo (25), foram realizadas as eleições mais inclusivas da história da República brasileira. Mesmo diante da instabilidade na reta final de votação, graças às medidas adotadas e a competência dos técnicos do Tribunal, foi possível avançar com a apuração e entregar um pleito com segurança.
Informo que todos os questionamentos feitos dentro do devido processo legal serão analisados e respondidos.
Com empenho de servidores públicos de todo o país, dos mesários, das forças de segurança e dos demais atores envolvidos, as Eleições 2026 transcorreram dentro da mais absoluta normalidade e com respeito aos ditames legais e constitucionais.
Ministro Kassio Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral"
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