O vice-procurador-geral eleitoral, Alexandre Espinosa, afirmou nesta quinta-feira, 8, que a manifestação favorável à desistência de Anthony Garotinho (Republicanos) da corrida pelo governo do Rio de Janeiro foi "elaborada integral e exclusivamente por membros da Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) sem qualquer participação, contribuição ou auxílio de terceiros".
A declaração foi feita após o Estadão mostrar que o parecer de Espinosa tem na condição de "autor" do documento - em seus dados de origem - o nome do advogado do próprio candidato. A informação sobre a autoria do documento consta nos metadados do parecer anexado pelo procurador ao sistema da Justiça Eleitoral, às 14h06 da tarde da última terça-feira, 6.
Espinosa disse que a equipe técnica da PGE identificou uma falha no editor de textos utilizado pelo órgão. "Ao elaborar o relatório da minuta do parecer, ele transcreveu um trecho da petição do advogado, até para se manifestar, mesmo porque o recurso em análise era do Anthony Garotinho, e isso importou os metadados do PDF do advogado", afirmou.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) julga nesta quinta-feira o pedido de Garotinho para desistir do recurso contra o indeferimento de sua candidatura ao governo do Rio de Janeiro. A decisão pode mudar o rumo da disputa estadual e até encerrar a eleição no primeiro turno.
Douglas Ruas (PL) e Eduardo Paes (PSD) disputam o segundo turno, marcado para 25 de outubro. Ruas liderou a votação, com 4.271.199 votos (49,27% dos válidos), contra 3.706.984 de Paes (42,76%). Garotinho teve 274.411 votos (3,17%), mas sua candidatura segue sub judice.
Se os ministros homologarem a desistência, os votos de Garotinho serão definitivamente anulados e excluídos da base de cálculo dos votos válidos. Ruas passaria a ter mais da metade e seria declarado eleito em primeiro turno.
Aviso