BRASÍLIA, 16 Jun (Reuters) - A Polícia Civil de Roraima deflagrou nesta terça-feira uma ofensiva para desarticular a atuação no Brasil da organização criminosa venezuelana Tren de Aragua, informou a corporação, acrescentando que um dos focos é investigar o abastecimento de armas a outras facções, como o Comando Vermelho.
O grupo venezuelano foi designado no ano passado como organização terrorista pelo governo dos Estados Unidos, e, na última sexta-feira, o presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou a morte de Héctor Guerrero, apontado como uma das principais lideranças da organização, após um ataque em solo venezuelano.
No final do mês passado, o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) também foram designados organizações terroristas pelo governo dos EUA.
A operação policial deflagrada em Roraima, batizada Rota do Norte, envolve o cumprimento de 25 mandados de prisão preventiva e 30 de busca e apreensão, ocorrendo simultaneamente nos Estados de Roraima, Amazonas, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Paraná. A ação contou com apoio do Ministério da Justiça e Segurança Pública.
"Com a ofensiva, a Polícia Civil busca enfraquecer a capacidade financeira, logística e operacional do Tren de Aragua, interromper fluxos criminosos relacionados ao tráfico de drogas, à circulação ilegal de armas e à lavagem de dinheiro, além de impedir o fortalecimento e a expansão da facção em Roraima e em outros Estados", disse a polícia em comunicado.
Segundo a corporação, as investigações identificaram uma complexa estrutura criminosa ligada ao tráfico de entorpecentes, à lavagem de capitais e ao comércio ilegal de armamentos de guerra. Entre os armamentos comercializados, estão fuzis, metralhadoras calibre .50 e lança-granadas, equipamentos de elevado poder destrutivo frequentemente utilizados em confrontos envolvendo facções criminosas.
(Reportagem de Ricardo BritoEdição de Pedro Fonseca)




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