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PT vai à OEA com denúncias de interferência nas eleições pela Meta

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PT vai à OEA com denúncias de interferência nas eleições pela Meta
PT vai à OEA com denúncias de interferência nas eleições pela Meta

Por Lisandra Paraguassu

BRASÍLIA, 14 Out (Reuters) - A coordenação de campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) entrará com uma denúncia na Organização dos Estados Americanos (OEA) contra o que considera manipulação das redes sociais feita pela Meta, empresa dona das redes sociais Instagram, WhatsApp e Facebook, durante a eleição brasileira.

"Não podemos admitir essa interferência que está ocorrendo, principalmente da Meta", disse o coordenador da campanha, senador Camilo Santana (PT-CE). "Estamos representando junto à OEA para fazer essa denúncia oficial."

Nesta quarta, o partido fez também uma reunião com representantes de organizações internacionais para tentar amplificar as denúncias de interferência, e pretende reunir amanhã observadores internacionais que estão no país para acompanhar as eleições.

Entre as denúncias contra a Meta que o PT diz estar acontecendo estão, por exemplo, o fato de postagens do presidente aparecerem sem o botão de compartilhar, terem redução de alcance, e stories também impedirem reações e compartilhamentos, além de aparecerem sem áudio ou em velocidade acelerada.

De acordo com a campanha, também estão sendo derrubadas sem razão páginas que defendem a candidatura do presidente ou que fazem convocações para atos que estão sendo organizados.

Camilo Santana disse, ainda, que buscas feitas por "exército do Lula" -- o canal de WhatsApp criado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG) para mobilizar a militância lulista -- levam à "tropa de Flávio", canal do mesmo estilo criado pela campanha do opositor, senador Flávio Bolsonaro (PL).

O partido também inclui ainda a restrição do Meta AI, inteligência artificial da empresa usada no Whatsapp e outras redes da empresa, para criação de imagens em apoio a Lula.

Nesse caso, um pedido feito à IA da empresa se recusa a criar imagens com o nome e o número do presidente, enquanto o mesmo pedido feito para Flávio criaria a imagem sem problemas.

A campanha já havia entrado com uma representação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para contestar os problemas detectados com a Meta.

Na resposta ao TSE, a Meta admitiu problemas, mas informou que não teriam sido específicos de materiais da campanha. Em relação às visualizações de conteúdos, a empresa alegou que foi um problema mundial de contagem, que não afetou apenas a campanha de Lula.

Também reconheceu que retirou do ar a página da campanha do presidente, mas alega que foi apenas por uma hora, por um problema técnico.

A desconfiança de que as chamadas big techs poderiam tentar interferir nas eleições brasileiras era uma constante no governo brasileiro. Mais de uma vez, fontes citaram ocorrências na Colômbia e em Honduras como exemplos, mas reconheceram que era difícil se precaver do que poderia vir a acontecer.

Procurados pela Reuters, a Meta disse que não iria comentar e o TSE não deu retorno.

(Reportagem de Lisandra ParaguassuEdição de Alexandre Caverni)

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