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STF decide que projeto da Ferrogrão pode prosseguir ao validar lei sobre área de parque

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STF decide que projeto da Ferrogrão pode prosseguir ao validar lei sobre área de parque
STF decide que projeto da Ferrogrão pode prosseguir ao validar lei sobre área de parque

Por Ricardo Brito

BRASÍLIA, 21 Mai (Reuters) - Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) concluíram na tarde desta quinta-feira o julgamento de uma ação que contestava uma lei aprovada pelo Congresso Nacional com impacto no processo do projeto Ferrogrão e decidiram que o empreendimento ferroviário importante para o agronegócio poderá seguir adiante.

A ferrovia foi idealizada para transportar produtos agrícolas de Mato Grosso até um porto fluvial no Pará.

A lei contestada alterou a destinação de parte do Parque Nacional do Jamanxim, no Pará, para viabilizar o projeto.

Na retomada do julgamento nesta quinta, o STF formou maioria a partir do voto do relator Alexandre de Moraes para rejeitar a ação movida pelo PSol que era contra a validade da lei que reduziu a área do parque paraense.

Votaram nesse sentido, além de Moraes, os ministros Luís Roberto Barroso (aposentado), Cristiano Zanin, André Mendonça, Nunes Marques, Luiz Fux, Dias Toffoli e o decano Gilmar Mendes.

Nos votos que firmaram a maioria, os ministros ressalvaram que o julgamento não estava liberando já efetivamente a construção da ferrovia, que vai precisar passar por uma série de etapas administrativas e burocráticas, como a obtenção de licenças nos órgãos competentes, para ser efetivada.

O ministro Flávio Dino, que apresentou seu voto-vista na quinta, votou pela parcial procedência da ação movida pelo PSol, colocando algumas salvaguardas.

O presidente do STF, Edson Fachin, votou pela improcedência. Ambos ficaram vencidos. A ministra Cármen Lúcia não participou do julgamento.

A retomada do projeto bilionário de construção da ferrovia, de quase 1.000 quilômetros, era um dos principais objetivos do então Ministério da Infraestrutura do ex-presidente Jair Bolsonaro, chefiado na época pelo atual governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).

Mas o plano acabou paralisado por discussões no Tribunal de Contas da União (TCU) e no STF em meio a questionamentos ambientais.

O governo Lula, especialmente a área ligada ao agronegócio e dos transportes, tem se colocado a favor da eventual retomada do projeto.

(Edição de Roberto Samora)

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