SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Sexta Turma do STJ (Superior Tribunal de Justiça) negou um recurso da PGR (Procuradoria-Geral da República) e decidiu nesta terça-feira (18), por 4 votos a 1, manter o ex-governador da Paraíba Ricardo Coutinho em liberdade.
Ele é alvo da Operação Calvário, da Polícia Federal, que investiga o desvio de R$ 134,2 milhões em verbas públicas das áreas de saúde e educação do estado. Segundo a PGR, Coutinho atuou no comando do esquema. As informações são da Agência Brasil.
Coutinho, que é filiado ao PSB, chegou a ser preso provisoriamente em 19 de dezembro, mas foi solto dois dias depois por decisão do ministro Napoleão Nunes Maia, do STJ, que entendeu não haver fundamentos para o mandado de prisão e concedeu um habeas corpus ao político.
A decisão de Maia foi agora confirmada pela Sexta Turma. A relatora, ministra Laurita Vaz, foi a primeira a votar pela rejeição do recurso da PGR e manutenção da liberdade de Coutinho. Ela foi seguida pelos ministros Sebastião Reis, Nefi Cordeiro e Antônio Saldanha.
Os ministros entenderam que o decreto de prisão contra o ex-governador não foi capaz de demonstrar como o político continua a cometer crimes, uma vez que já deixou o cargo. O único a votar pela prisão de Coutinho foi o ministro Rogério Schietti.
No mesmo julgamento, também foi confirmada a concessão de habeas corpus a Cláudia Luciana de Sousa Mascena Veras, Francisco das Chagas Ferreira, David Clemente Monteiro Correia e Márcia de Figueiredo Lucena Lira. Todos são suspeitos de envolvimento no caso.
Em dezembro, quando foi decretada sua prisão, Coutinho negou as acusações e disse que "jamais seria possível o estado ser governado por uma organização criminosa e ter vivenciado avanços nas obras e políticas sociais nunca antes registrados".
