O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que a Igreja Católica enfrentará dificuldades caso não reveja duas posições internas: o celibato obrigatório para padres e a proibição de que mulheres sejam ordenadas sacerdotisas. Segundo ele, a instituição precisa se adaptar às mudanças sociais para manter relevância entre os fiéis.
"Mulher pode ser o que ela quiser. E é isso que faz com que a Igreja Evangélica tenha crescido tanto no Brasil", declarou o presidente, ao comparar a abertura de outras denominações religiosas à posição mais restritiva adotada pela Igreja Católica em relação ao papel das mulheres.
A fala reacende um debate antigo dentro do catolicismo sobre a ordenação feminina e o fim do celibato obrigatório, temas discutidos há décadas por setores mais progressistas da Igreja, mas que ainda não avançaram oficialmente no Vaticano.
O crescimento das igrejas evangélicas no Brasil nas últimas décadas costuma ser associado pelos estudiosos do tema a fatores como a maior participação de mulheres em posições de liderança e um modelo de atuação mais próximo das comunidades locais.
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