O ex-governador de Minas Gerais e candidato à Presidência pelo Novo, Romeu Zema, admitiu nesta segunda-feira, 27, ter conversado com o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa sobre a possibilidade de assumir o posto de vice de chapa. Segundo ele, haverá uma nova reunião, mas a decisão caberá ao partido.
"Tive uma conversa muito breve com ele. Não temos nada definido. Devemos marcar outra conversa, mas depende do partido afinar, concordar com o nome", declarou Zema a jornalistas, após a convenção nacional do Novo que confirmou sua candidatura.
O ex-governador elogiou o ministro: "Joaquim Barbosa foi, com toda certeza, o ministro que nunca fez nada que desabone a conduta dele. Nunca teve contrato milionário, teve uma carreira irretocável".
Zema admitiu a possibilidade de uma chapa pura e que a sigla decidirá até o fim do prazo de convenções partidárias. "Não temos ainda essa definição. Será dada ao prazo legal, que é 5 de agosto. Teremos como pré-requisito uma pessoa com ficha limpa. Há diversas em andamento com pessoas de fora. Uma chapa pura é uma opção também", falou.
Zema sobre Flávio Bolsonaro
Romeu Zema evitou comentar sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), seu adversário na disputa.
"O que eu tinha de falar sobre o candidato já disse, já me manifestei. Como disse agora há pouco, tudo acontece numa eleição. Não tem nada que é tão incerto, que muda tanto. Já tivemos aqui no Brasil eleições que tiveram mudanças muito maiores do que qualquer um seria capaz de prever", declarou a jornalistas, após a convenção nacional do Novo que confirmou sua candidatura.
Zema era aliado de Flávio, mas disse ter ficado chocado com as revelações de que o senador pediu dinheiro ao dono do Master, Daniel Vorcaro, para financiar a cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Após críticas de parte da direita, Zema reduziu as críticas a Flávio.



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