Levantamento do Dieese sobre a cesta básica de alimentos mostra que o conjunto de itens essenciais custou R$ 855,37 na cidade do Rio de Janeiro em julho, valor que coloca a capital fluminense como a quarta mais cara entre as capitais pesquisadas, atrás de São Paulo, Cuiabá e Florianópolis. Na comparação com junho, houve recuo de 7,12% no preço da cesta.
Apesar da queda mensal, o acumulado em 12 meses, de julho de 2025 a julho de 2026, mostra alta de 3,86% no valor da cesta básica carioca. No acumulado do ano, considerando o período de janeiro a julho de 2026, o aumento chega a 7,99%.
O levantamento também mediu o esforço necessário para a compra dos itens por quem recebe salário mínimo. Em julho, um trabalhador remunerado nesse patamar precisou trabalhar 116 horas e 5 minutos para conseguir pagar pela cesta básica completa. Segundo o Dieese, essa despesa comprometeu 57,05% da renda líquida do trabalhador, já descontada a contribuição previdenciária.
A pesquisa do Dieese acompanha mensalmente o custo de itens como arroz, feijão, carne, leite, frutas, verduras, açúcar, café, banha, manteiga e pão em 27 capitais do país, servindo de referência para o debate sobre custo de vida e poder de compra do salário mínimo.



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