Neste sábado (26) completam-se 26 anos da morte do violonista e compositor Baden Powell, ocorrida no Rio de Janeiro em 26 de setembro de 2000, após um período prolongado de internação. Considerado um dos maiores violonistas que o Brasil já produziu, ele deixou uma obra que atravessou a bossa nova e influenciou gerações de músicos no país e no exterior.
Baden Powell de Aquino nasceu em 6 de agosto de 1937 em Varre-Sai, distrito de Itaperuna, no interior do Rio de Janeiro, e mudou-se para a capital fluminense ainda bebê. Cresceu nos bairros de Vila Isabel e São Cristóvão, começou a estudar violão aos oito anos com o professor Meira, nome artístico de Jayme Florence, e chegou a se apresentar no rádio nacional ainda criança, quando ganhou notoriedade interpretando a canção "Magoado".
A carreira profissional começou aos quinze anos, com apresentações nas noites cariocas, e por volta dos dezoito ele já tocava jazz em trios de piano em Copacabana. O primeiro grande sucesso como compositor veio em 1956, com "Samba Triste", parceria com Billy Blanco. A partir de 1959 iniciou a parceria mais marcante de sua trajetória, com o poeta e letrista Vinicius de Moraes, que resultou nos afro-sambas, entre eles "Berimbau" (1964) e "Canto de Ossanha" (1966).
O legado de Baden Powell permanece associado à cena musical do Rio de Janeiro, cidade onde construiu carreira e onde morreu há 26 anos, e segue como referência obrigatória para violonistas dentro e fora do Brasil.
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