Neste 25 de agosto completam-se 366 anos da Revolta da Cachaça, um dos episódios mais emblemáticos de resistência popular do Brasil colonial, iniciada no Rio de Janeiro em 1660.
O movimento nasceu da insatisfação de produtores e comerciantes cariocas com um imposto criado pelo governador Salvador Correia de Sá e Benevides sobre a cachaça, bebida que sustentava boa parte da economia local e disputava mercado com o vinho português, então favorecido pela coroa. Liderados por Jerônimo Barbalho Bezerra, os revoltosos tomaram as ruas e chegaram a depor temporariamente as autoridades da vila, em um dos primeiros grandes atos de contestação a decisões da metrópole portuguesa no território que viria a ser o Brasil.
A reação da coroa veio um ano depois. Barbalho foi preso, condenado e executado em 1661, num desfecho que expôs a dureza das punições reservadas a quem desafiava a autoridade real no período colonial. Apesar do fim trágico de seu líder, o episódio ficou registrado como símbolo da tensão entre interesses locais e o controle exercido por Portugal sobre a colônia.
A efeméride é lembrada até hoje por historiadores e por instituições cariocas dedicadas à memória da cidade, que veem na revolta um antecedente das disputas por autonomia que marcariam a história do Rio de Janeiro nos séculos seguintes.



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