O Rio Branco registrou, em 18 de agosto de 2026, cota de 158 centímetros na estação de Boa Vista, um recuo de 15 centímetros em sete dias e o menor nível observado para o período do ano, segundo boletim hidrológico do Serviço Geológico do Brasil (SGB), que monitora a bacia amazônica com base em estações telemétricas ligadas à Agência Nacional de Águas (ANA).
O boletim classifica a situação como motivo de atenção para a seca, descrevendo os níveis da bacia do Rio Branco como bem abaixo do esperado para agosto, enquanto rios vizinhos, como o Negro, em Manaus, também se aproximam do limite inferior da faixa considerada normal para o mês.
A queda acelerada da cota reduz a profundidade de trechos navegáveis do rio, o que tende a dificultar o transporte de cargas e o abastecimento de comunidades ribeirinhas que dependem da via fluvial em Roraima durante o período mais seco do ano.
Para a última semana de agosto, o Centro de Previsão Climática dos Estados Unidos (CPC/NOAA) projeta chuvas abaixo da média sobre as bacias do norte do país, o que deve intensificar a estiagem nos afluentes do Rio Branco e do Rio Negro até setembro.



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