O Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (IPC-Fipe), que mede a inflação na cidade de São Paulo, subiu 0,56% na segunda quadrissemana de outubro de 2026, divulgou a Fipe nesta segunda-feira. A taxa repete exatamente a variação apurada na primeira quadrissemana do mês, sinal de que o ritmo de alta de preços na capital paulista não acelerou nem perdeu força na passagem de uma quinzena para a outra.
Em setembro, o IPC-Fipe fechado do mês havia avançado 0,51%, levando o índice a acumular 2,60% no ano e 3,41% em 12 meses, segundo a série histórica da fundação. A manutenção do ritmo quadrissemanal em 0,56% indica pressão de preços pelo menos estável para o fechamento de outubro, resultado que só será conhecido ao final do mês.
Para o consumidor paulistano, a estabilidade do ritmo de alta significa que o custo de vida na capital continua subindo de forma persistente, pressionando o orçamento das famílias em despesas do dia a dia, como alimentação, transporte e serviços, grupos que respondem por parcela relevante da composição do índice.
O IPC-Fipe é acompanhado de perto pelo mercado financeiro por antecipar tendências de preços antes da divulgação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) nacional pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Como São Paulo concentra a maior economia municipal do país, oscilações no índice da capital paulista costumam funcionar como termômetro para a inflação do restante do Brasil.
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