A artista japonesa Yayoi Kusama morreu aos 97 anos, internada em um hospital, segundo informou a agência de notícias japonesa Kyodo neste mês. Nascida em 1929 na cidade de Matsumoto, ela ficou mundialmente conhecida pelas pinturas e instalações cobertas de bolinhas coloridas e pelas esculturas de abóboras, elementos que se tornaram sinônimo de sua obra. A repercussão da morte fez o nome da artista disparar nas buscas na Wikipédia em português ao longo da semana.
Kusama se mudou para Nova York em 1957, onde se tornou referência da arte contemporânea com pinturas de redes (net paintings), esculturas macias, performances de pintura corporal e as instalações de espelhos infinitos que depois viraram atração em museus no mundo todo. A tela "Untitled (Nets)", de 1959, foi vendida por 10,5 milhões de dólares em um leilão em 2022, reflexo da valorização de seu trabalho nas últimas décadas.
No Brasil, a artista teve sua única grande retrospectiva em 2014, com a mostra "Obsessão Infinita", que passou por Brasília e Rio de Janeiro antes de chegar a São Paulo, entre maio e julho daquele ano, no Instituto Tomie Ohtake, com cerca de cem obras produzidas entre 1949 e 2012 e entrada gratuita. Uma reprodução de seu jardim de espelhos "Narcisus Garden" também integra o acervo do Instituto Inhotim, em Minas Gerais.
Kusama viveu por décadas internada voluntariamente em uma instituição psiquiátrica em Tóquio, de onde seguia todos os dias para o ateliê vizinho, onde pintava até os últimos dias de vida. Considerada uma das artistas vivas mais influentes das últimas décadas, ela também é apontada por críticos como referência para nomes como Andy Warhol.




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