São Paulo responde por 37,8% de todo o uso da inteligência artificial Claude registrado no Brasil, segundo o Anthropic Economic Index, levantamento que cruza conteúdo de conversas com tarefas típicas de cada profissão para mapear como a ferramenta é usada pelo país. O estado aparece à frente de Rio de Janeiro (9,4%) e Minas Gerais (7,9%), somando mais do que os dois estados seguintes juntos, segundo dados referentes a maio de 2026.
Entre os paulistas, a tarefa mais comum ligada ao uso da ferramenta é a criação de conteúdo e redação, que responde por 26,8% das conversas, seguida por tarefas de desenvolvimento de software, com 14,4%. As categorias profissionais mais associadas ao uso no estado são as ligadas a computação e matemática (26,6%) e a arte, design e mídia (13,8%).
No recorte nacional, chama atenção o peso das tarefas ligadas à área jurídica: elas representam 4% das conversas atribuídas a profissões no Brasil, uma fatia quase quatro vezes maior que a média mundial para esse tipo de tarefa. Já as tarefas de ensino e biblioteconomia aparecem abaixo da média global, apesar de ocuparem a terceira posição entre as categorias mais frequentes no país.
A pesquisa mostra ainda que 57% das conversas no Brasil têm finalidade de trabalho, ante 31% de uso pessoal e 12% ligado a atividades de estudo. Do total de interações, 51% envolvem a IA executando uma tarefa de forma mais automática, enquanto 49% são casos em que a ferramenta atua como apoio, com a pessoa mantendo o controle do processo — uma divisão que ajuda a entender se, na prática, quem usa a tecnologia está delegando tarefas ou apenas se apoiando nela para produzir mais rápido.



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