Levantamento do Anthropic Economic Index, com dados referentes a maio de 2026, mostra que São Paulo concentra 37,76% de todo o uso da inteligência artificial Claude entre os estados brasileiros com dados publicados. O estado aparece isolado na liderança: o Rio de Janeiro vem em segundo lugar, com 9,39% do uso, seguido por Minas Gerais, com 7,9%.
Em São Paulo, o uso da ferramenta se concentra em duas frentes: criação de conteúdo e redação, responsável por 26,78% das conversas classificadas no estado, e desenvolvimento de software, com 14,42%. A ocupação mais associada às tarefas realizadas é a de profissionais da área de computação e matemática, que respondem por 26,63% do uso, à frente de trabalhadores de artes, design e mídia, com 13,78%, e da educação, com 9%.
Na prática, isso indica que profissionais que escrevem, programam ou produzem conteúdo em São Paulo já incorporaram a inteligência artificial como ferramenta de trabalho no dia a dia, em ritmo mais avançado que o restante do país. O tipo de resultado mais gerado no estado é o documento ou relatório, presente em 17,42% das interações, à frente de respostas explicativas e recomendações.
O levantamento também mostra que, em São Paulo, 51,14% das conversas se caracterizam por automação, quando o usuário pede à ferramenta para concluir a tarefa sozinha, contra 48,86% de casos em que a pessoa permanece ativamente envolvida no processo, proporção próxima da média nacional. Segundo a metodologia do Anthropic Economic Index, os dados descrevem padrões de uso observado e não permitem concluir se profissões estão sendo substituídas por inteligência artificial.



Aviso