Saturno chega à sua oposição no dia 4 de outubro, quando o planeta fica posicionado exatamente do lado oposto ao Sol em relação à Terra. Nesse alinhamento, chamado de oposição, Saturno nasce no horizonte leste ao pôr do sol, permanece visível a noite inteira e se põe a oeste ao amanhecer, no momento em que aparece maior e mais brilhante no céu ao longo de todo o ano.
Diferentemente de outros fenômenos astronômicos que exigem telescópio, a oposição de Saturno pode ser observada a olho nu, como um ponto claro e estável no céu, sem o tremeluzir típico das estrelas. Um telescópio ou binóculo mais potente, no entanto, permite enxergar os anéis do planeta, sua marca mais conhecida. Instituições de astronomia como o Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo (IAG-USP) costumam orientar o público sobre como observar esse tipo de evento.
O fenômeno interessa porque é um dos eventos astronômicos mais fáceis de acompanhar sem equipamento e ocorre em uma época de céu relativamente limpo em boa parte do Brasil, na transição entre o inverno e a primavera. Antes de Saturno, no dia 26 de setembro, Netuno também chega à sua oposição, mas o planeta é tênue demais para ser visto sem telescópio.
As datas e trajetórias foram calculadas com base em efemérides astronômicas, os cálculos que preveem a posição de astros no céu, usadas internacionalmente por observatórios e pela Nasa, agência espacial americana. Para quem quiser observar Saturno, o horário logo após o anoitecer costuma oferecer a melhor visibilidade, com o planeta subindo pelo horizonte leste.



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