São Paulo concentra a maior fatia do uso de inteligência artificial entre os estados brasileiros mapeados pelo Anthropic Economic Index, levantamento que mede o volume de conversas com o assistente Claude, da Anthropic. O estado responde por 37,76% de todo o uso identificado no país, mais que a soma de Rio de Janeiro (9,39%) e Minas Gerais (7,9%), segundo e terceiro colocados no ranking nacional. Os dados não identificam usuários individuais nem permitem concluir se empregos estão em risco: mostram apenas em quais tarefas as conversas se concentram.
Em São Paulo, o maior volume de conversas está relacionado a tarefas comumente associadas a profissionais de computação e matemática, que correspondem a 26,63% do uso no estado. Em seguida vêm tarefas ligadas a artes, design, entretenimento e mídia (13,78%), educação (9%), suporte administrativo (8,61%) e gestão (7,76%). O pedido mais frequente é criação de conteúdo e redação, com 26,78% das conversas, à frente de desenvolvimento de software (14,42%) e de pedidos ligados a educação e aprendizado (8,93%).
O uso ligado a atividades de trabalho respondeu por 57,15% das conversas no estado, enquanto 32,35% tiveram finalidade pessoal e 10,49% envolveram tarefas acadêmicas — proporção próxima da média nacional, de 57,35% para uso profissional. A predominância de tarefas de tecnologia e criação de conteúdo reflete o perfil econômico do estado, com forte presença de empresas de software, comunicação e serviços administrativos.
Na prática, o retrato indica que a adoção de IA já ultrapassa o núcleo da área de tecnologia e chega a funções de escritório e gestão, ainda que em menor escala. Para quem trabalha com produção de texto, atendimento ao cliente ou rotinas administrativas em São Paulo, a ferramenta aparece hoje como recurso mais comum do que em outros estados do país. Os dados completos e a metodologia do levantamento estão disponíveis em anthropic.com/economic-index.



Aviso