A promessa de energia rápida, rejuvenescimento e efeito "detox" por meio da soroterapia — aplicação de vitaminas e nutrientes diretamente na veia — não passa de marketing sem base científica. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu um alerta reforçando que o procedimento não traz benefícios para pessoas saudáveis e pode causar sérias complicações.
De acordo com o órgão, a terapia intravenosa deve ser restrita apenas a pacientes com deficiências nutricionais ou desidratação diagnosticadas clinicamente.
Os perigos do excesso e da aplicação
Sobrecarga de órgãos: O excesso de vitaminas (hipervitaminose) pode causar náuseas, vômitos, dores de cabeça e danos severos ao fígado e aos rins.
Riscos imediatos: A perfuração de veias fora do ambiente hospitalar e sem necessidade médica expõe o paciente a infecções graves na corrente sanguínea e reações alérgicas.
Mito do "cosmético injetável": A Anvisa esclarece que essa categoria não existe. Cosméticos são de uso estritamente externo. Qualquer substância aplicada por agulha deve ser registrada como medicamento ou dispositivo médico.
O que fazer antes de realizar o procedimento?
Se mesmo assim optar pela técnica, a recomendação é:
Checar o produto: Garanta que todas as ampolas do "soro" possuem registro ativo na Anvisa.
Checar o aplicador: Confirme se o profissional tem habilitação técnica para acessos venosos.
Consultar o Conselho: Verifique se o conselho de classe daquele profissional (como CFM ou Cofen) autoriza e reconhece a prática para pessoas saudáveis.




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